quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

I Festival Palhaça na Praça - Belo Horizonte/MG

O Festival Palhaça Na Praça aconteceu por iniciativa da Cia Gêmea, companhia que nos recebeu em sua casa em Confins/MG. O encontro aconteceu no dia 8 de março, com a programação iniciando às 10h da manhã e indo até às 17h.

O grande Olivério serviu de frete de material para o festival e nós ajudamos no que podíamos na produção e pós produção. Além de fazer uma lindíssima apresentação 13h para uma roda incrível e generosa.

acreditamos em iniciativas assim, pessoas que se juntam e fazem o sonho acontecer independente de incentivo do estado ou de patrocinadores. Um festival realizado ao chapéu por puro amor e paixão de todos que participaram e das pessoas que realizaram. 

Parabéns e que iniciativas como essas se propaguem e que o estado possa valorizar e apoiar dignamente estas propostas.

Viva a arte das PALHAÇAS!

Retorno Confins/MG

Dia 3 de Março, depois de inúmeras aventuras na "cidade maravilhosa" partimos de volta à Confins/MG. Seguimos junto com um colombiano que conhecemos no Hotel, o André. 

Estávamos decididos de chegar no mesmo dia. Sabendo que tínhamos uma viagem intensa de 485 Km pela frente. 

Fizemos poucas paradas e quando faltava 150 Km começou a chover, paramos em um posto inicialmente, quando a chuva diminuiu continuamos e tivemos que parar um pouco mais na frente, pois não dava pra ver nada. O limpador de para brisa não funciona bem, um caminho de ladeiras e caminhões. 

Na primeira oportunidade paramos em uma entrada, junto com um caminhão. Esperamos alguns minutos, a chuva parava e continuava. Quando foi possível, seguimos. Em um restaurante fechando as portas paramos novamente. Neste lugar conseguimos comer um pouco nos deram salgados, refrigerantes e águas. Foi o combustível necessário para dar continuidade a viagem. 


Parceria com Coletivo CRUA - Rio de Janeiro /RJ

Parceria com o coletivo CRUA - Coletivo Criativo de Rua

Dia 2 de março. depois de apresenta no Hotel da Loucura, fomos com a galera do CRUA gravar algumas imagens para usar no vídeo para o crowdfunding. Para continuar as emoções, tentamos fazer as filmagens no próprio espaço do Hospital Nise da Silveira. Primeiro apareceu um guarda dizendo que precisávamos de autorização, quando enfim conversamos e foi permitido aparece a diretora do hospital. Mais uma vez aquele discurso de autorização e um pouco do desabafo dela expressando toda a dificuldade de gerir um espaço público no Brasil e o seu stress. No final, foi ótimo ter ido até a praça e ter feito a filmagem no lugar que dar nome ao projeto.



No mesmo dia, fomos até a praça mais próxima, conseguimos botar o fusca em cima da praça e fazer ótimas imagens para serem utilizadas no vídeo. 

No caminho de volta para o Hotel, dobrando na rua 2 de fevereiro um carro bate na traseira do Olivério, quanta pena e desespero sentimos, por um momento. Mais depois de "baixar a poeira", tudo foi resolvido da melhor maneira (Rimou). Nos deu uma forte vontade de ir embora, sair de cidade grande. O famoso "Rio 40 º, cidade maravilha da beleza e do caos".

Faltou dinheiro para a gasolina, não tínhamos como chegar na varietê de mulheres que aconteceu na praça São Salvador.

Segunda foi um dia forte, intenso e cheio de emoções, assim como toda a semana. 

Depois de todas as aventuras, saímos do Rio com os objetivos alcançados:

- Participamos do seminário da ESLIPA. 

- Aumentamos a nossa rede de pessoas incríveis que aparecem como parceiros, 

- Apresentamos em espaços públicos e aprendemos mais sobre eles. 

- Conseguimos, NÓS mesmos EDITAR O VÍDEO QUE VAI ENTRAR NO AR PARA A CAMPANHA DE APOIO ESPONTÂNEO - CROWDFUNDING.

E claro com a bagagem cheia de aprendizados!!!

Uma experiência louca - Hotel da Loucura/RJ

Apresentação no Hotel da Loucura

A semana se passou no Hotel, vivenciando dia a dia a rotina dos "clientes" (como são chamados os pacientes) e os zeladores, que muitas vezes também exercem a função de enfermeiros. 

Na manhã seguinte, segunda feira, dia 2 de março, nos apresentamos no Hotel da Loucura, o Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira.

A apresentação mais diferente e especial que já fizemos, acreditamos que por conta da semana de convivência com alguns dos clientes a apresentação fosse fluindo, permitindo as entradas e intervenções espontâneas deles. 

Por exemplo, o André que na hora da maquiagem se aproximou da Romina, ela pintou o seu nariz de vermelho. Ouvimos um pedido da plateia: Vira André!!!. 


Quando ele virou, todos riram. Esse momento fez com que ele saísse gritando o seu monossilabo que usa para comemorar: êêêêê...!!!

No começo pareceu que seria muito difícil captar a atenção deles, mas quando os instrumentos começaram a tocar gerou um clima onde todos estavam presentes, uma atmosfera mágica, conseguimos capturá-los pelas melodias do acordeon e da escaleta.


Nossa estadia no Hotel da Loucura foi do dia 22 de fevereiro até o 3 de março.  Duas vezes percorremos o espaço, fomos até o Museu do Inconsciente e conhecemos um pouco mais a fundo o trabalho de Nise da  Silveira e de Almir Mavignier, quem coordenava o atelier do hospício nos anos 40.


Nise da Silveira tinha a proposta anti - manicomial, tirar a prática do eletrochoque e lobotomia (é uma intervenção cirúrgica no cérebro em que são cortadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas) trazendo a proposta de práticas artísticas e manuais. Os pacientes , ou como Nise chamava "clientes" tinam oficinas de escultura, pintura, modelagem e etc... 

A pintura se destacando como forma de expressão e liberação do inconsciente. Alguns clientes pintaram mais de 3.000 quadros torando um  material útil para a pesquisa de Nise e Yung.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Episódio Parque Madureira, Rio de Janeiro/RJ

No dia 1 de março, domingo, vamos ao Parque Madureira confiando que íamos trabalhar. Chegando no parque, vimos um espaço enorme, lotado e que estava acontecendo vários eventos ao mesmo tempo. 



Passamos muito tempo procurando a administração do espaço, em seguida procurando os responsáveis da administração que  estavam em algum dos eventos. 

Quando encontramos, ele nos fala da impossibilidade de apresentar no lugar. Falamos do nosso projeto, mas foram dadas algumas respostas. 

A primeira resposta é que já estava havendo vários eventos no lugar. 

- Argumento não muito convincente, pois o parque é muito grande e um evento não influenciava o outro. 


Os espaços são realmente público?

Segunda, que precisávamos ter avisado com antecedência. Pois se faz necessário um pedido de autorização. 

- Estamos ouvindo com frequência esse argumento, o que nos faz refletir sobre a burocracia e a dificuldade de apresentar nos espaços públicos. Reflexão: Será que os espaços são realmente públicos? Vivemos realmente em um país livre?


O assistencialismo

Último argumento e que nos deixou verdadeiramente triste, foi o responsável dizer que mesmo que a gente se apresentasse não podíamos passar o chapéu.

Os espaços públicos criam eventos assistencialistas para a comunidade, com certeza eventos remunerados, financiados por projetos. Quando o artista de rua independente apresenta não pode passar o chapéu? Que politica é essa? Mais uma vez ignorância de informação sobre o nosso trabalho e hipocrisia. 

Voltamos tristes e indignados, é triste ver como as politicas culturais ocupam os espaços públicos e administram ao seu beneficio. Fazendo de um espaço público um espaço fechado e com leis internas que contrariam por exemplo a lei de livre expressão e lei do artista de rua. Politica aristocrata que não integra, apenas gera competição e burocracia. 

Na volta para renovar energias apresentamos numa praça perto do Hotel, no bairro Engenho de Dentro, mas o chapéu foi fraco e estávamos verdadeiramente abalados pelas emoções da semana.

Comunidade Fumace, Realengo/RJ

Parceria com o Coletivo CRUA

Tentamos nos organizar para fazer a filmagem do vídeo, botar em algum site do crowdfunding. Recebemos a ajuda de um coletivo que reside o Hotel da Loucura, chamado CRUA - Coletivo Criativo de Rua. Um grupo de amigos que fazem um trabalho bem interessante filmando e exibindo filmes sobre a cultura afro-brasileira. 

Dia 28 de fevereiro, através do Rafael Ferreira, que organizou a nossa ida para a comunidade Fumace no Realengo. A comunidade fica no caminho da zona Oeste do Rio de Janeiro, local esquecido pelo ministério da cultura. Foi perceptível a sede insaciável das crianças em saber de tudo, mexer em tudo e perguntar. 




Apresentação caoticamente linda

Uma das várias coisas que ajudou a manter a concentração delas antes da apresentação começar, foi uma pequena aula sobre circo puxada por Felipe Abreu: Para que serve a lona que chamamos de picadeiro, relação plateia público, maquiagem, palhaço. 



A apresentação foi no sábado e foi caoticamente linda. A gente pôde ver a beleza no caos e se integrar com alegria. Quando tínhamos tudo montado do lado de fora: Começa a chover muito! Todo mundo se mobiliza para levar as coisas para um lugar coberto, dentro da casa de uma senhora. 


A simplicidade do momento presente

Enquanto isso, do lado de fora as crianças aproveitam a lona armada na chuva para correr e deslizar como os jogadores de futebol no campo molhado comemorando o gol. Se divertindo rindo e vivendo a simplicidade do momento. 

Depois de decidirmos fazer a apresentação dentro da quadra, pedimos a ajuda de todas as crianças para levar a lona para dentro. 

Outro momento super divertido, cada uma pegou um pedaço da lona e saíram carregando como que leva um bandeirão de futebol, se colocaram debaixo e gritava: "ê, ê, ê, ê!!!!!".

Nos sentimos muito bem na comunidade, a gente se sentiu em casa, como se estivéssemos em nosso bairro. A galera do CRUA disponibilizou suas câmeras e seu tempo para registrar e filmar tudo. 


Foi um dia lindo demais e terminou com a comemoração do aniversário do Rodrigo, botamos a energia no lugar e partimos para o Engenho de Dentro, onde estávamos hospedados. 



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Convite Grupo Off - Sina - Rio de Janeiro/RJ

A companhia Laguz Circo tem a honra de participar do Primeiro Seminário do ano de 2015: 
circo teatro de rua, III Edição. Abertura do primemiro módulo da ESLIPA.



Rumo ao Rio de Janeiro

Saímos de BH rumo a Juiz de Fora no sábado, dia 21 de fevereiro. Antes nos organizamos para fazer uma roda no parque Municipal de Belo Horizonte. A forte necessidade de se apresentar depois de ter ficado tanto tempo parado fez com que a gente se apresentasse duas vezes, desfrutamos muito e ainda conseguimos juntar o dinheiro necessário para viajar até Juiz de Fora.




Na viagem fomos acompanhados pela Lais que articulou para ficarmos na casa do casal Poliana e André, da companhia "Pé de Manga"  que nos receberam com muito carinho e deliciosas comidas veganas. 

Descansamos, compartilhamos um pouco das nossas vidas, comemos e saímos para o Rio. Com certeza voltaremos, já que ficou o forte desejo de apresentar o nosso trabalho para eles e fortalecer a troca com uma oficina de "Acrobacia de Dupla".


Chegamos ao Rio domingo dia 22 de fevereiro pela tarde, fomos direto para o Hotel da Loucura, que fica dentro do Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira, no bairro Engenho de Dentro.

Nossa chegada foi recepcionada pelo Pelésinho, um dos moradores do hotel que é profissional nas embaixadinhas, cantor, compositor e tem até disco gravado. Além de fazer teatro nas atividades do Hotel.



Na segunda feira dia 23 de fevereiro, fomos na Escola Nacional de Circo. Onde aconteceu o seminário da ESLIPA. Foi uma grande e linda desculpa para se reencontrar com amigos e mestres.

Romina, pôde abraçar, beijar e contar um pouco do projeto da companhia para Pirajá, Teco e Ângela, que ficou feliz com a ideia e disse: " Os artistas não podem ficar quetos em um lugar só. Eles precisam percorrer o mundo e fazer conhecer sua arte".

















Foi lindo falar da companhia e do projeto para os alunos que estão entrando na ESLIPA e ouvir as palavras de orgulho de Lilian Moraes e Richard Riguetti que estão acompanhando e torcendo pela gente.